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03

JUL
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DICAS 10 ANOS CSOLOS

Recolhimento de palha em cana-de-açúcar: devemos retirar a mesma quantidade em todos os tipos de solos que ocorrem na usina?

A palha da cana-de-açúcar vem sendo considerada um dos mais importantes resíduos orgânicos para a produção de etanol de segunda geração, bem como para gerar energia elétrica. Desta forma, muitas usinas estão se estruturando para trabalhar com essas tecnologias em escala comercial. No entanto, é importante termos o conhecimento de que nem todo solo é passível de se retirar a palha e continuar produzindo cana-de-açúcar. É fundamental termos em mãos a Carta de Solos para planejarmos as áreas em que será retirada a palha da superfície, pois solos de alto potencial produzem muito mais palha que os solos de baixo potencial. Dentro desse conceito a retirada da palha nos solos de alto potencial (ambientes A, B) não iria interferir na produtividade e nem na longevidade do canavial. Já nos ambientes C e D a retirada pode acontecer, sendo necessário ter cautela na quantidade a ser retirada. E finalmente é importante ressaltar que não é aconselhável fazer a retirada nos solos arenosos e rasos (ambiente E), pois sem palha em superfície, tais solos se degradam rapidamente constituindo-se em um sistema sem sustentabilidade. É viável retirar a palha da superfície do solo, mas sempre planejando essa retirada de acordo com o tipo de solo e seu potencial de produção. Quem não faz a retirada de palha utilizando como base de informação a Carta de Solos pode inviabilizar a produção de cana-de-açúcar em algumas áreas da usina e, portanto, ver o lucro se transformar em prejuízo.